"Lidar com a liberdade, com a responsabilidade individual, é difícil demais. É mais fácil transferir essa carga para alguém que se apresenta como figura paterna. E é aí que vemos a transferência coletiva em ação. Na clínica, nós, psicanalistas, sabemos que o paciente deposita em nós tanto amor quanto hostilidade. Na política, o cidadão faz o mesmo com seus líderes: ama-os cegamente e depois os odeia com a mesma intensidade. "
Às vezes mascarado bem de esquecimento, mas lhe falta literalmente a palavra. É muito engraçado. E é só um pulo, uma demonstração simples, mas que desmascara muito bem a falta no conjunto simbólico. Nem que por um momento, por um “esquecimento”, o furo não cessa de aparecer. Esse osso-duro também aparece na direção do desejo e é sempre surpreendente ver em qual direção isso vai, dependendo com o que falta.