DA QUESTÃO DA FORMA-AÇÃO DO PSICANALISTA: -A AÇÃO DE AUTORIZAR-SE E DE SER AUTORIZADO POR ALGUNS OUTROS.

 

 

 

Olivan Liger de Oliveira

ILPC – Instituto Latino americano de psicanálise contemporânea

Contato: olivan@ilpc.com.br

 

 

 

Dados históricos: Quando tudo começa..

 

A história da formação de psicanalistas começa com seu criador, Sigmund Freud. Na época, vários médicos passam a se interessar pela leitura das obras de Freud, e se reuniam na sala de espera do seu consultório para ler e receber instruções do mestre. Essas noitadas de leitura passaram a ser, posteriormente conhecidas como as reuniões de quartas feiras. Até então, a prática da psicanálise se fundamentava na leitura, troca de ideias entre os participantes e discussões com o próprio Freud. Dessa forma, um psicanalista era reconhecido.

Na época, praticantes e participantes das reuniões de quartas feiras tinham demonstrações da existência do inconsciente obtidas em longas caminhadas com Freud, nas quais seus sonhos eram analisados e os princípios da teoria psicanalítica eram aplicados.

Freud recomendava aos futuros psicanalistas e praticantes que se submetessem a análise como parte da formação de um psicanalista. Grandes nomes como Otto Rank, Karl Abraham, Ferenczi, Sachs e Jung aderiram ao invento de Freud, levando a psicanálise para fora de Viena e suscitando a necessidade de regulamentar sua prática. Preocupado com o uso da técnica e os possíveis desvios que poderiam advir de formações inadequadas, Freud cria a Associação Psicanalítica Internacional, a IPA, em 1910 por passagem do II Congresso de Psicanálise de Nuremberg. À Carl Gustav Jung coube a primeira cadeira de presidência da instituiçao e à IPA foi delegado o poder de instituir regras oficiais a serem seguidas pelos aspirantes à psicanalistas. Freud tornou-se um legislador persistente da causa analítica na tentativa de manter a qualidade de uma formação e a atuação devida dos psicanalistas.
Temas importantes como a análise didática, supervisão clínica e orientação teórica estão contidos em muitos de seus escritos, a ver A questão da Análise Leiga (1926), Sobre o ensino da Psicanálise nas Universidades (1919) e outros.

Em 1918, o que era um requisito favorável e considerado por Freud como fundamental, passou a ser um requisito obrigatório, uma regra inviolável, a análise do candidato à psicanalista, defendida pelo psicanalista vienense Herman Numberg. Ferenczi eleva esse tema a um alto grau de relevância defendendo a idéia de que o analista deve ser mais analisado do que o analisando.

Em 1923, o diagnóstico do câncer em Freud gerou pânico no meio psicanalítico e entre os membros da IPA, que assustados com a possibilidade de morte do mestre, apressaram-se em formalizar um padrão de formação de psicanalistas. A Clínica de Berlim propôs então o tripé de formação: análise, supervisão e seminários, que foram aceitos e mantidos até a atualidade pela IPA.

Desde então, diversas instituições formadoras foram criadas em todo o mundo e filiadas à IPA, que lhes delega a função de legitimar e fiscalizar a formação de psicanalistas.

 

 

A pedra no sapato: Lacan

 

Nos idos dos anos de 1960, entra no cenário psicanalítico Jacques Lacan que ao se propor à releitura da obra Freudiana, reformula a questão da formação de psicanalistas. Lacan reconhece a singularidade e subjetividade da formação do psicanalista, não cabendo portanto uma formação padrão que garanta a um candidato o título de psicanalista. Não reconhece a análise didática, mas a análise terapêutica que faz surgir um novo psicanalista, que faz surgir o desejo do analista. Afirma incisivamente ainda no seminário O Ato psicanalítico (1968) que a análise é a verdadeira formação analítica, não podendo existir outra forma para se formar analistas. Segundo Násio:

 

A esse respeito, Freud diz nos “Artigos sobre técnica”: “-O que o paciente viveu na forma de uma transferência, jamais esquecerá”, A meu ver, esta frase deveria ser posta em epígrafe a um texto que pretendesse falar da passagem do analisando para o analista. Aqui reencontramos a posição de Lacan que considerava que não havia uma psicanálise didática e uma psicanálise pessoal. […] Toda psicanálise, leva teoricamente, em tese, a criar um analista a partir de um analisando. Pouco importa porque razão este procurou um analista. (NASIO, 1999)

 

Lacan, ao abordar a problemática da formação do psicanalista, critica severamente o poder e à burocracia da IPA e das instituições oficiais de psicanálise e responsabiliza Freud pelo autoritarismo imposto pela IPA e consequentemente suas instituições filiadas.

A história de Lacan é farta de confrontos com as instituições psicanalíticas de sua época, Seu primeiro grande embate foi no seio da Sociedade Parisiense de Psicanálise – SPP que passou a olhar com desconfiança a atuação de Lacan como analista didata. Nesta época, Lacan já interrompia suas sessões antes do tempo estipulado de término e já introduzia novas formas de interpretações, se opondo aos padrões praticados no meio psicanalítico e institucional. Lacan se demite da SPP em 1953 e funda a Sociedade Francesa de Psicanálise (SFP).

Por influência de outros membros da SFP, algumas solicitações de filiação à IPA foram feitas e a última delas resulta numa série de entrevista aos formandos e se estende à Lacan e Dolto. Nessa entrevista, Lacan explicou sua prática clínica e justificou o tempo variável de suas sessões. Deste interrogatório, concluiu-se que a SFP deveria normatizar sua formação em conformidade com as regras da IPA e junto uma recomendação expressa de que os drs. Lacan e Dolto fossem afastados do programa de formação e que à eles não fossem encaminhados novos casos de análise ou supervisão (ROUDINESCO, 1988). Para Lacan, a “Excomunhão maior” (assim por ele denominada) o forçou a se desligar da SFP em 20 de novembro de 1963, o que possibilitou a filiação dessa instituição à IPA.

No ano seguinte, 1964, Lacan funda a Escola Francesa de Psicanálise, atraves do seu escrito “O Ato de Fundação” deixando claro que seria uma instituição diferenciada que teria uma proximidade maior com a descoberta do inconsciente por Freud e firma o seu comprometimento com a verdade da psicanálise e a singularidade de sua clínica. Desta forma, Lacan cria uma nova formação fundamentada nos cartéis, porém reafirmando que só a análise forma um analista.

Em 1967, no discurso denominado “Proposição de 9 de outubro de 1967 sobre o psicanalista da e

Escola”, Lacan critica severamente a imponência dos grandes nomes que tinham cargos importantes nas instituições formadoras, cria o passe, dispositivo que visava saber da análise do formando e sobre a passagem subjetiva do analisante para o psicanalista. O passe não era um dispositivo de avaliação, mas sim de obtenção de informação para a Escola. Mas, o cerne desse discurso está na afirmação que Lacan faz acerca da formação do psicanalista, de que o analista só se autoriza por si mesmo. Essa afirmação foi recebida com preocupação pelo meio analítico que a interpretou como uma permissão para que qualquer um se nomeasse psicanalista, distorcendo a prática e a teoria da psicanálise, gerando toda sorte de charlatanismos e abusos, não tendo nenhuma instituição grantidora da qualidade da formação. Esse aforismo, além de gerar um evidente mal-estar no meio psicanalítico, repercutiu como um questionamento à forma de poder das instituições, destituindo-as do poder de formar psicanalistas e condicionando esse poder ao desejo.

 

 

O acréscimo: “e por alguns outros”:

 

A análise do aforismo de Lacan sugere que o analista que por si só se autoriza é o sujeito que chegou ao término da análise, tendo em vista seu pensamento de que um analista só se forma pela sua própria análise e que só é analista quem chegou ao fim de um processo analítico. Assim sendo, ao contrário do que se pensou na época, há uma regra rígida nessa afirmação, que exclui qualquer outro que não não tenha atravessado o processo de análise, sentido seus efeitos. A partir desse ato analítico e no resultado de sua própria experiência em análise, só o sujeito se autoriza como psicanalista, e não caberá mais a instituição nomeá-lo (a conjunção só usada no seu aforismo, deixa claro a exclusão da instituição como autorizadora e nomeadora do sujeito).

Em 1974, ao perceber toda sorte de mal entendidos gerado pela sua proposição, Lacan criou um acréscimo ao seu dizer, diga-se de passagem um acréscimo relevante para a problemática da formação e diz então que “o analista só se autoriza por si mesmo... e por alguns outros”.

O acréscimo surge em 9 de Abril de 1974, na apresentação de um de seus seminários acerca da questão da sexuação, Lacan diz então que “o ser sexuado só se autoriza por si mesmo e por alguns outros”, e retoma a problemática da formação a partir da perspectiva de que há alguns outros que legitimam a autorização do analista.

Desde que pronunciou esse acréscimo, Lacan nunca foi claro do que se tratava. Deixou esse enigma para que fosse pensado, sem nunca esclarecer de que “outros” falava.

Para uma compreensão rápida da questão da sexuação e visando correlacionar a legitimação da sexuação com a da formação do analista, importante revisitar de forma resumida o pensamento lacaniano sobre a sexuação. A sexuação é uma escolha irreversível. Masculinidade e feminilidade são escolhas diferentes com relação à ordem simbólica e nada tem a ver com o sexo biológico. Masculinidade e feminilidade se fundamentam na relação de cada um com o significante e o modo de gozo.

Para Lacan, os homens são circunscritos na função fálica e são alienados ao domínio do significante, são assujeitados à castração simbólica. Segundo Fink:

 

A mulher não é dividida da mesma forma que o homem: embora alienada, ela não é toda assujeitada à ordem simbólica. A função fálica, por mais operante que seja no caso dela, não reina de modo absoluto. Com relação à ordem simbólica, a mulher é não-toda, demarcada ou limitada. Enquanto o prazer dos homens é determinado por completo pelo significante,o prazer das mulheres é determinado em parte pelo significante, mas não totalmente. Enquanto os homens são limitados ao que Lacan denomina de gozo fálico, as mulheres podem experimentar tanto esse quanto um outro tipo de gozo, que ele chama de Gozo do outro, (FINK, 1995).

 

A escolha da sexuação se dá pela passagem pelo Complexo de Édipo. A escolha pela sexuação é uma escolha subjetiva e dependerá da autorização e posição assumida diante do discurso do Outro. A função materna e paterna e a questão fálica são fundamentais na constituição do sujeito sexuado, porém, uma vez que se autorizou diante das possibilidades que se abriram nessa passagem, sua escolha precisa ser legitimada e a partir daí falamos de alguns outros ( com “o” minúsculo). Lacan, na sessão de 9 de Abril de 1974, é claro e preciso quando fala que os outros que legitimam a escolha da sexuação não se refere ao Grande Outro, embora este tenha sido fundamental na constituição da sexualidade, mas esclarece tratar-se dos pequenos outros, de semelhantes.

Os pequenos outros são os que fazem a oposição ao sujeito para que possa sustentar seu lugar na sexualidade. Só é possível reconhecer o masculino, em oposição ao feminino e vice-versa.

O outro também ocupa o lugar do “objeto a”, já que o sujeito se posiciona sempre como causa do desejo para o outro. Se sua escolha na sexuação foi masculina, tende a buscar o feminino como aquele que causa o seu desejo e consequentemente o sustenta na sua escolha.

E como entender e definir quem são os “alguns outros” na formação do psicanalista?

 

 

A auto-autorização e os “alguns outros” que autorizam o psicanalista.

 

Com base na própria analogia feita por Lacan entre a autorização do ser sexuado e a formação do psicanalista, pode-se conjecturar acerca de quem são os outros que participam da autorização do analista.

Numa análise, o analista só pode dirigir o tratamento se ocupa o lugar do desejo de analista. Nasio usa uma expressão interessante para definir o lugar do desejo do analista, é “fazer silêncio em si mesmo”, um lugar de vertigem, de afastamento do seu próprio ego para ocupar o lugar do objeto. A partir desse lugar, o analisando pressupõe o seu saber, torna-se o Sujeito suposto Saber (SsS), torna-se a causa do desejo do paciente, ocupa o semblante do mestre, daquele que tudo sabe, sem se esquecer tratar-se de um semblante. Para o paciente torna-se o objeto a – objeto causa do desejo. Logo, por dedução, o analisando legitima a autorização do analista e a sustentação de sua escolha.

Também há de se pensar nas relações que o analista mantém no seu trabalho ou em instituições, relações profissionais que se embasam na troca de experiência, na inserção na comunidade psicanalítica e instituições onde casos são discutidos, onde se compartilha a experiência singular e solitária de ser psicanalista. Nesse aspecto os outros que o legitimam são pares que possibilitam ao analista se reconhecer como tal frente a outros.

Alguns autores como Marco Antonio Coutinho Jorge entende que os outros referidos por Lacan eram o ensino teórico e a supervisão. Há uma lógica nesse pensar, pois no aforismo lacaniano, fica em primeira mão estabelecido que o analista à quem se refere é aquele que teve a sua análise terminada e portanto pode se autorizar, mas Lacan mantinha um ensino teórico através de seus seminários na Escola Francesa de Psicanálise e também mantinha a supervisão para seus analistas, podendo em algum momento ter acrescido à sua afirmação a necessidade ainda que secundária, do conhecimento teórico e da supervisão clínica.

 

(Uma possível) Conclusão:

 

Qualquer leitor de Lacan pode claramente observar ao ler seus textos que há sempre um algo em suspensão para se refletir, sempre um espaço para que o leitor consiga articular e produzir um pensamento sobre o que se pauta. Sendo a falta o que faz surgir o desejo, a formação da psicanálise trabalha com a falta gerando um desejo de mais-saber. O aforismo Lacaniano sobre a autorização do psicanalista é claro quando recorre-se à leituras e conceitos anteriormente definidos por Lacan. Se para Lacan, a análise é o que forma um psicanalista, supõe-se claramente que o analista que por si só se autoriza já passou pelo processo analítico, sentiu seus efeitos e atravessou o fantasma tornando-se portanto um analista em potencial. Ao dizer analista, Lacan diz claramente que é alguém que sofreu uma transformação no decorrer de sua análise, faltando portanto o ato de autorizar-se como tal. É uma forma, seguida de um ato (FORMA-AÇÃO).

Ao acrescentar ...”e por alguns outros”, sem nunca ter explicado o que de fato pretendia, abriu uma cadeia de significantes que poderia gerar grandes equívocos se não fosse pela sua analogia com a questão da sexuação.

Ao falar da autorização do ser sexuado por si e por alguns outros, Lacan limita as possíveis distorções do seu aforismo, mas deixa uma falta que coloca a todos os analistas no desejo de seguir tentando obturá-la.

Aqui cabe enfatizar o grande conflito de Lacan com a IPA e com as demais instituições que adotavam a ortodoxia na formação psicanalítica, o que nos descarta a possibilidade de significar os alguns outros como instituições, embora logo após o seu pronunciamento, alguns psicanalistas da época tomaram os alguns outros como atribuições institucionais e o próprio mecanismo de passe, distorcido como dispositivo avaliador. As hipóteses levantadas nesse artigo são includentes e pode, de alguma forma, aventurar que os outros se referem a tudo mais que pode contribuir na formação do psicanalista, de forma secundária, já que a análise é o verdadeiro dispositivo formador. Logo, o conhecimento teórico, a supervisão clínica, os pares, as relações de trabalho e o próprio analisando são possíveis ocupantes do lugar dos alguns outros.

Numa pesquisa não oficial e despretensiosa com praticantes de psicanálise, observa-se algumas distorções:

1- O praticante não terminou a análise, estuda e frequenta seminários diversos de psicanálise, fez um número reduzido de sessões para cumprir com os requisitos institucionais e se autorizou psicanalista.

2- O praticante ainda está em análise, terminou sua formação numa instituição formadora e se autoriza psicanalista.

3- O praticante ainda está em análise, não terminou mas está ainda em formação e se autoriza psicanalista.

4- O praticante ainda está em análise, diz trabalhar com uma abordagem psicanalítica (Freud, Klein, Jung) diferente da psicanálise Lacaniana, mas usurpa dos dizeres de Lacan e se autoriza psicanalista.

5- O praticante fez um número reduzido de sessões, concluiu sua formação numa instituição desacreditada pela comunidade psicanalítica, num espaço de tempo extremamente curto e se autoriza psicanalista.

Percebe-se aqui várias distorções na atualidade, do aforismo Lacaniano e algumas causadoras de iatrogenias severas para um leigo que inadvertidamente pouco sabe da utilidade e da prática da psicanálise. Obviamente, pode-se levar em conta a singularidade de cada praticante, considerando em que ponto da análise se encontra, mas isto seria um antagonismo ao analista que Lacan se refere no seu aforismo, aquele que destituiu o seu analista do lugar de suposto saber e concluiu sua análise.

Não cabe nesse artigo explorar a questão da regulamentação da profissão, pois de acordo com a lei brasileira, a única regulamentação possível seria nos moldes acadêmicos, o que acabaria por distorcer a transmissão da psicanálise.

O cerne da problemática está na compreensão do processo de formação e no desconhecimento da psicanálise Lacaniana, a qual é extremamente rigorosa na formação, embora pareça o oposto. Ainda reina o molde institucional da imponência, da ortodoxia e do autoritarismo no Brasil na maioria das instituições formadoras, o que leva a uma tentativa de padronização em detrimento da singularidade de cada abordagem teórica e da sua formação e consequentemente de cada formando, dificultando assim a compreensão das diversas “psicanálises” que habitam o território brasileiro e que povoa o imaginário das pessoas.

 

Referências bibliográficas:

 

  • ALVES, Evandro Fernandes. Jacques Lacan e a questão da autorização dos psicanalistas. Curitiba: CRV, 2014

  • FINK, Bruce. O sujeito lacaniano entre a linguagem e o gozo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998

  • FREUD, Sigmund. Sobre o ensino da psicanálise nas universidades. Volume XVII, Edição Standard Brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1976

  • ________. A questão da análise leiga. Volume XX. Edição Standard Brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1976

  • JORGE, Marco Antonio Coutinho. Lacan e a formação do psicanalista. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2006

  • LACAN, Jacques. O Seminário, livro 11: Os quatro conceitos fundamentais da psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1988

  • ________. Proposição de 9 de outubro de 1967 sobre o psicanalista da Escola. In: Outros Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003

  • NASIO, J-David. Como trabalha um psicanalista. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999

  • QUINET, Antonio. Os outros em Lacan. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2012

  • ROUDINESCO, Elizabeth. História da psicanálise na França: A batalha dos cem anos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1988